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Sites relacionados:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Transtorno_bipolar
http://www.psicosite.com.br/tra/hum/bipolar.htm
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Transtorno Bipolar
Transtorno bipolar
| CID-10 | F31 |
|---|---|
| CID-9 | 296.80 |
| OMIM | 125480 309200 |
| DiseasesDB | 7812 |
| MedlinePlus | 001528 |
| MeSH | D001714 |
Como categorizado pelo DSM-IV e pelo CID-10, o distúrbio bipolar é uma forma de transtorno de humor caracterizado pela variação extrema do humor entre uma fase maníaca ou hipomaníaca[1], que são estágios diferentes pela gradação dos seus sintomas, hiperatividade física e mental, e uma fase de depressão, inibição, lentidão para conceber e realizar ideias, e ansiedade ou tristeza. Juntos estes sintomas são comumente conhecidos como depressão maníaca[2].
Bipolaridade não é considerado loucura, e portanto não dá o status de
alienação mental. Ainda assim, nas fases agudas da doença, depressão ou
hipomania, o doente não apresenta as qualificações necessárias que lhe
atribuam plenos poderes das suas faculdades mentais.
O transtorno bipolar foi descrito por Emil Kraepelin nos primórdios da história da psicopatologia e da psicanálise, enfatizando nesta época os estados maníacos e psicóticos.
Hoje em dia existem uma série de medicamentos denominados
estabilizadores do humor e antipsicóticos que trazem grandes melhoras às
pessoas acometidas, podendo ter, na maioria das vezes, bom curso e
prognóstico. Existem indicativos de fatores genéticos, e o estresse
é o principal desencadeante, podendo ocorrer em qualquer faixa etária,
mas a média de aparecimento é por volta dos trinta anos. As pessoas
alternam ciclos mais ou menos graves de depressão e humor exaltado (mania ou hipomania). Podem existir ou não características psicóticas, dependendo da intensidade do distúrbio, tratamento e evolução.
Muitas pessoas possuem o transtorno sem ter um diagnóstico elaborado,
muito tempo se passa até que se ultrapasse todos os tabus e que se
venha a procurar tratamento com um profissional competente, ou seja, o psiquiatra,
e também o psicólogo. Normalmente são anos, às vezes décadas. As crises
no início são espaçadas, e quase não se percebe a diferença dos
sintomas para os traços de personalidade do indivíduo, ou mesmo
episódios isolados de tristeza, ou de muita alegria, competência nos
trabalhos ou estudos, sensualidade, ou um certo descuido com a vida
financeira. Por milhares de vezes esse diagnóstico nunca chega a ser
dado, e o não-paciente, passa uma vida inteira entre altos e baixos,
podendo por fim a sua própria vida, numa total solidão de vivências
exacerbadas. Estima-se que 1 em cada 4 casos sejam diagnosticados.
Índice |
Classificação
A depressão maníaca foi inicialmente descrita em fins do século XIX pelo psiquiatra Emil Kraepelin, que publicou seu conhecimento da doença em seu Textbook of Psychiatry. Existem várias variações do distúrbio bipolar:
- TIPO I: Predomínio da fase maniaca com depressão mais leve (distimia).
- TIPO II: Predomínio da fase depressiva com mania mais leve (hipomania).
- MISTA: Quando os episódios possuem várias características tanto de mania quanto de depressão simultaneamente.[3]
- CICLOS RÁPIDOS: Quando os episódios variações humor duram menos de uma semana.
- CICLOTIMIA: Os sintomas são persistentes por pelo menos dois anos, períodos em que sintomas de hipomania são leves e depressão ou distimia não são tão profundos para ser qualificados como Depressão maior.
Introdução
O transtorno bipolar do humor, também conhecido como distúrbio
bipolar, é uma doença caracterizada por episódios repetidos, ou
alternados, de mania e depressão.
Uma pessoa com transtorno bipolar está sujeita a episódios de extrema
alegria, euforia e humor excessivamente elevado (mania), e também a
episódios de humor muito baixo e desespero (depressão). Entre os
episódios, é comum que passe por períodos de normalidade.[4][5]
Deve-se ter em conta que este distúrbio não consiste apenas de meros
"altos e baixos". Altos e baixos são experimentados por praticamente
qualquer pessoa, e não constituem um distúrbio. As mudanças de humor do
distúrbio bipolar são mais extremas e mais duradouras que aquelas
experimentadas pelas demais pessoas. Quando tanto a depressão quanto a
mania são mais leves mas mais duradouras o transtorno passa a ser
classificadas como ciclotimia.[6]
O doente de distúrbio bipolar era também comumente chamado de
"maníaco-depressivo", entretanto, este uso não é um termo usado
atualmente entre os psiquiatras, que padronizaram o uso de Kraepelin do termo depressão maníaca para descrever o espectro bipolar como um todo, que inclui tanto o distúrbio bipolar como a depressão; eles agora utilizam distúrbio bipolar para descrever a forma bipolar da depressão maníaca.[7]
A natureza e duração dos episódios variam grandemente de uma pessoa
para outra, tanto em intensidade quanto em duração. No caso grave, pode
haver risco pessoal e material.
Prevalência
Seguindo os critérios médicos, o número de diagnósticos ficou entre
0,5% a 2,2% da população, para transtorno bipolar tanto tipo I quanto
tipo II. Já seguindo um conceito de espectro bipolar mais amplo,
ampliando seus limiares, as estimativas sobem para 5% a 8% da população.
Não foram encontradas diferenças significativas na prevalência entre
homens e mulheres na maioria dos estudos nem entre classes sociais,
porém foi mais comum em solteiros e divorciados, provavelmente como
consequência da doença.[8] Em um estudo porém, foi consideravelmente (1,5:1) mais comum em mulheres. [9]
A doença pode se manifestar em crianças, porém talvez pela
dificuldade em identificá-la, o primeiro episódio costuma ser
identificado em adolescentes e jovens adultos, por volta dos 15 a 25
anos.[4][5]
A prevalência em crianças e adolescentes é de cerca de 1% de
diagnósticos e de cerca de 7,2% identificadas usando conceitos mais
amplos.[10]
A incidência desta patologia na população mundial tem crescido
enormemente. Se fosse contagiosa, poderíamos considerar uma verdadeira
epidemia. Quem de nós nunca teve contato com um portador da doença, que
na maioria das vezes passa desapercebido ao nosso lado. Através de
estatísticas elaboradas por todo o mundo, existem milhões de pessoas
diagnosticadas com o transtorno.
Característica
O paciente com bipolaridade pode chegar ao extremo da depressão ao tentar suicídio e, no outro extremo, a euforia de tentar escrever um livro num só dia, por exemplo.
Equivocada é a ideia de que a bipolaridade seria estar hiper contente pela manhã, triste à noite
e com um sentimento médio à tarde. Tal ideia não traduz a bipolaridade.
Na verdade a bipolaridade pode vir a se manifestar nos dois pólos da
doença: depressão e mania. Hoje há remédios de última geração que
controlam com sucesso qualquer alteração de humor para esses dois pólos
da doença.
O transtorno bipolar é a patologia do eixo I mais associada ao uso
indevido de substâncias psicoativas. Entre 60% a 85% dos portadores de
TBH abusam de álcool alguma vez ao longo da vida.[11]
Critérios Diagnósticos
Mania
Em clínicas de alcoolismo 20 a 30% são identificados como bipolar, e cerca de 50% como depressivos.[12]
- Auto-estima inflada ou sentimento de grandiosidade
- Necessidade de sono diminuída (por ex., sente-se repousado depois de apenas 3-4 horas de sono)
- Mais eloquente do que o habitual ou pressão por falar
- Fuga de ideias ou experiência subjetiva de que os pensamentos estão muito acelerados
- Distratibilidade (isto é, a atenção é desviada com excessiva facilidade para estímulos externos insignificantes ou irrelevantes)
- Aumento da atividade dirigida a objetivos (socialmente, no trabalho, na escola ou sexualmente) ou agitação psicomotora
- Envolvimento excessivo em atividades prazerosas com um alto potencial para consequências dolorosas (por ex., envolvimento em surtos incontidos de compras, indiscrições sexuais ou investimentos financeiros tolos)
A perturbação do humor deve ser suficientemente severa para causar
prejuízo acentuado no funcionamento ocupacional, nas atividades sociais
ou relacionamentos costumeiros com outros, ou para exigir a
hospitalização, como um meio de evitar danos a si mesmo e a outros, ou
existem aspectos psicóticos.
Caso durante o período da perturbação do humor, inclua pelo menos
três dos seguintes sintomas (quatro se o humor é apenas irritável) em um
grau significativo, mas durar apenas alguns dias, e essas mudanças
ocorrerem há pelo menos 2 anos (1 ano para crianças e adolescentes),
classifica-se como hipomania.
Depressão
Antidepressivos são quase sempre ineficazes caso não incluam também
psicoterapia, especialmente quando envolvem alcoolismo, tabagismo ou uso
de drogas ilícitas.[14]
Deve conter 5 ou mais sintomas por duas semanas ou mais, incluindo estado deprimido ou anedonia[15]:
- Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo;
- Anedonia: interesse diminuído ou perda de prazer para realizar as atividades de rotina;
- Sensação de inutilidade ou culpa excessiva;
- Dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar e concentrar-se;
- Fadiga ou perda de energia;
- Distúrbios do sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
- Problemas psicomotores: agitação ou retardo psicomotor;
- Perda ou ganho significativo de peso, na ausência de regime alimentar;
- Ideias recorrentes de morte ou suicídio.
Caso existam 3 ou 4 sintomas, incluindo estado deprimido, durante dois anos no mínimo, classifica-se como distimia.
Principais sintomas
Como identificar o humor
Um dos principais problemas da fase maniaca é o indivíduo impulsivamente
se endividar, abusar de drogas e/ou fazer sexo com inúmeros parceiros
diferentes por conta da libido aumentada.
O indivíduo deprimido em geral se sente abatido, quieto e triste.
Pode dormir muito, como uma fuga do convívio, reclamar de cansaço em
tarefas simples como escovar os dentes, apresentar traços de baixa
auto-estima e de sentimentos de inferioridade. Demonstra pouco interesse
pelos acontecimentos e coisas e pode se isolar da família e amigos.
O indivíduo pode se sentir, nesta fase, culpado por erros do passado,
e fracassos em sua vida e de seus familiares. Pode haver
irritabilidade, lamentos, e auto-recriminação.
Pode haver um distúrbio do apetite, tanto para aumentá-lo, como para
diminuí-lo. O deprimido pode apresentar queda na sua imunidade, o que o
deixa mais predisposto a contrair doenças. Em alguns casos a depressão
pode se manifestar de forma psicossomática, e o indivíduo pode
apresentar algumas doenças de causa psicológica, que normalmente se
caracterizam por dores pelo corpo ou cabeça.
Há uma queda da libido e o indivíduo se afasta de seu companheiro, se o possuir.
É comum nesta fase pensamentos suicidas, uma vez que o indivíduo se
sente mal em sua vida e sem energia para mudá-la. A conseqüência mais
grave de uma depressão pode ser a concretização do suicídio.
Na fase eufórica o indivíduo pode apresentar sentimentos de
grandiosidade, poderes além dos que possui e grande entusiasmo. O
indivíduo passa a dormir pouco, tornar-se agitado.
Pode falar muito, ter muitas ideias ao mesmo tempo, sentindo os
pensamentos bem mais acelerados, formando linhas de raciocínio difíceis
de serem compreendidas por outras pessoas.
Há uma alteração na libido e o indivíduo tem um aumento do desejo
sexual. É comum a bipolares terem vários de parceiros sexuais a cada
episódio.
O indivíduo perde a inibição social, podendo passar por situações vexatórias por falta de senso crítico.
Também é comum a irritabilidade, que associada com a impulsividade, pode levar o indivíduo a se envolver em mais brigas.
Nesta fase é comum os indivíduos se endividarem ou perderem muito
dinheiro, comprometendo até bens de família. Durante os delírios de
grandeza os gastos são muito acima do que sua realidade permitiria.
Devido ao grande otimismo, é possível que o indivíduo empreste dinheiro a
pessoas a quem mal conhece, e que podem estar aproveitando-se da
situação.
São comuns manias como perseguição, realização de sonhos (reformas,
viagens, compras) que a primeira vista podem até parecer normais.
No tipo de THB com surtos psicóticos, é comum nesta fase que o paciente tenha alucinações e delírios de grandeza.
Tratamento
O transtorno bipolar não tem cura, porém possui tratamento através de medicamentos cada vez mais avançados, a medicina tem evoluído muito nessa área. Até pouco tempo atrás, os pacientes com TAB,
ou seja, pacientes com transtorno bipolar, ficavam internados em
hospícios e eram tratados com eletrochoques, atualmente podem contar com
uma série de remédios anti-depressivos, estabilizadores do humor
(anti-convulsivos) e ansiolíticos, que serão ministrados a cada
paciente, de forma personalizada, segundo as características de cada
estágio da doença, e da resposta a dosagem medicamentosa, e que ainda
podem ter uma vida "quase" normal, sem internações,
pois o tratamento dos pacientes crônicos é feito em hospitais-dia,
onde se fazem terapias ocupacionais durante o dia e, à noite, os
pacientes voltam ao convívio de suas famílias.
As alarmantes mudanças de humor podem ser controladas por diversos medicamentos conhecidos como estabilizantes de humor. O tratamento com carbonato de lítio
é o mais antigo e ainda em uso, e hoje há significativos progressos no
estudo de novos tratamentos com poucas, mas significativas novas
medicações introduzidas na medicina nos últimos tempos. O lítio induz a
uma série de efeitos adversos e, por isso mesmo, precisa ser dosada sua
concentração no sangue periodicamente. O tratamento moderno de
transtorno bipolar não usa tanto sais de lítio, dando preferência a
estabilizantes de humor como olanzapina, valproato, divalproato de sódio ou quetiapina.
Quando existe abuso de álcool, cigarro e drogas ilícitas, os
estabilizantes de humor também ajudam a controlar a dependência química e
psicológica. [18]
Com o uso de medicamentos adequados e de apoio psicológico, é
perfeitamente possível atravessar períodos indefinidamente longos de
saúde e ter vida plena.[19][20]
Terapia ocupacional
No caso de Psicose Maníaco-Depressiva o tratamento dos pacientes crônicos é feito em hospitais-dia, onde se fazem terapias ocupacionais durante o dia e, à noite, os pacientes voltam ao convívio de suas famílias.
Como controlar
Para controlar as mudanças de humor é necessário regularmente[20]:
- Acompanhamento por médico (psiquiatra) e psicólogo.
- Uso da medicação prescrita conforme recomendação médica.
- O uso da medicação é particularmente importante porque é muito comum o paciente de bipolaridade interromper a terapia medicamentosa. A interrupção no uso do medicamento recomendado, via de regra, desencadeia novos episódios da conduta característica a essa condição: estados de depressão mais intensa e maior exaltação na euforia
- Restrição ao uso de álcool, drogas e cafeína.
- Vida saudável com horas de sono suficientes e em horário regular, alimentação equilibrada e atividade física adequada.
Genialidade e o portador do transtorno bipolar
Pesquisadores provaram que existe relação entre genialidade e o portador do Transtorno Afetivo Bipolar,
já que na fase da mania, este possui grande fluidez de pensamento e
muita energia, ficando várias noites sem dormir, mas toda essa
genialidade não é via de regra, dos considerados gênios criativos da
humanidade 40% eram bipolares, porém somente 10% dos bipolares são
considerados gênios,
os outros 90% são normais e ainda padecem todas as dores psíquicas por
terem desenvolvido a doença. Existe também uma outra estatística, muito
menos feliz, que comprova que 40 a 50% dos encarcerados nas prisões
americanas são portadores da doença. Em crises de euforia, movidos pela
impulsividade, se utilizam de meios violentos, contra o seu oponente,
podendo inclusive cometer um homicídio.
Pessoas
Aqui estão relacionados algumas pessoas que tinham ou tem transtorno
bipolar, e que se destacam em várias áreas do conhecimento humano,
predominam nomes de expoentes internacionais, devido as fontes de
pesquisa serem na sua maioria estrangeiras:
Literatura
Agatha Christie, Virginia Woolf, Ernest Hemingway, Edgar Allan Poe, Graham Greene, Hans Christian Andersen, Dorothy Parker, Sylvia Plath, Fernando Pessoa, T. S. Eliot, Walt Whitman, Art Buchwald, William Blake,
Tadeusz Borowski, John Clare, Patrícia Cornwell, Emily Dickinson,
Herman Melville, Robert Frost, F.Scotch fitzgerald, Larry Flynt, Victor Hugo, Jack London, Robert Lowell, Hermann Hesse, Phil Graham, Mary Shelley, Sidney Sheldon, Charles Dickens, Walt Whitman, Leon Tolstoi.
Música
Cazuza, Axl Rose (vocalista do Guns n' Roses) ,Kurt Cobain, Elvis Presley, Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Thelonius Monk, Ray Davies, Connie Francis, Kristin Hersh, Piotr Ilitch Tchaikovsky, Wolfgang Amadeus Mozart, Maria Callas,Peter Steele, Demetria Devonne Lovato (Demi Lovato), Scott Weiland (vocalista do Stone Temple Pilots).
Cinema/TV/Teatro
Robin Williams, Jim Carrey, Marilyn Monroe, Elizabeth Taylor, Tim Burton, Dick Cavett, Cary Grant, Francis Ford Coppola,Eugene O´Neil, Robert Evans, Carrie Fisher, Linda Hamilton, Rod Steiger, Maximo Gorki, Jean-Claude Van Damme, Margot Kidder, Nicolai Gogol.
Arte
Salvador Dali, Paul Gauguin, Vincent van Gogh.
Ciência
Política
Astronauta
Referências
- ↑ Revista de Psiquiatria Clínica
- ↑ Revista de Psiquiatria Clínica
- ↑ Goldman, E. (1999). Severe Anxiety, Agitation are Warning Signals of Suicide in Bipolar Patients. Clin Psychiatr News . pg 25.
- ↑ a b ABC da Saúde - Transtorno bipolar do humor
- ↑ a b Veja - Um tormento que começa cedo
- ↑ http://www.mental-health-today.com/bp/cyclo.htm
- ↑ Drauzio Varella - Entrevistas
- ↑ LIMA, Maurício Silva de; TASSI, Juliana; NOVO, Ingrid Parra and MARI, Jair de Jesus. Epidemiologia do transtorno bipolar. Rev. psiquiatr. clín. [online]. 2005, vol.32, suppl.1 [cited 2011-05-23], pp. 15-20 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832005000700003&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0101-6083. doi: 10.1590/S0101-60832005000700003.
- ↑ ANGST, J. - The Emerging Epidemiology of Hypomania and Bipolar II Disorder. J Affect Disord 50(2-3): 143-51, 1998.
- ↑ LUIS AUGUSTO ROHDE, SILZÁ TRAMONTINA. tratamento farmacológico do transtorno bipolar na infância e adolescência. Rev. Psiq. Clín. 32, supl 1; 117-127, 2005. http://www.scielo.br/pdf/rpc/v32s1/24421.pdf
- ↑ VIETA, E.; COLOM, F.; CORBELLA, B. et al. - Clinical Correlates of Psychiatric Comorbidity in Bipolar I Patients. Bipolar Disord 3: 253-258, 2001.
- ↑ GRANT, B.F. - The Influence of Comorbid Major Depression and Substance Use Disorders on Alcohol and Drug Treatment: Results of a National Survey. In: National Institute on Drug Abuse (NIDA). Treatment of Drug-Dependent Individuals with Comorbid Mental Disorders. NIH, Rockville, 1997.
- ↑ http://www.scribd.com/doc/504519/Bipolar-Transtornos-do-Humor-DSM-IV-2
- ↑ SALLOUM, I.M.; THASE, M.E. - Impact of Substance Abuse on the Course and Treatment of Bipolar Disorder. Bipolar Disord 2: 269-280, 2000.
- ↑ http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/438/depressao
- ↑ a b Portal de Psiquiatria - Transtorno Afetivo Bipolar
- ↑ a b Centro de Estudos em Psicologia - Transtorno Bipolar
- ↑ BROWN, E.S.; NEJTEK, V.A.; PERANTIE, D.C. et al. - Lamotrigine in Patients with Bipolar Disorder and Cocaine Dependence. J Clin Psychiatry 64: 197-201, 2003.
- ↑ Drauzio Varella - Entrevistas
- ↑ a b Tratamento da bipolaridade
Ligações externas
- Associação Brasileira de Psiquiatria - Transtorno Bipolar
- Transtorno bipolar. Revista de Psiquiatria Clínica. Volume 32. Suplemento 1. Departamento e Instituto de Psiquiatria. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 2005.
- Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos
- ABC da Saúde - Transtorno Bipolar do Humor
- Informações sobre Transtorno Bipolar
- O papel dos antipsicóticos atípicos no tratamento do transtorno bipolar
- Revista Brasileira de Psiquiatria
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O que é?
O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos, na verdade, na maioria das vezes esses sintomas não aparecem. Os transtornos afetivos não estão com sua classificação terminada. Provavelmente nos próximos anos surgirão novos subtipos de transtornos afetivos, melhorando a precisão dos diagnósticos. Por enquanto basta-nos compreender o que vem a ser o transtorno bipolar. Com a mudança de nome esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.
A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva, receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro. O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor que será descrito mais detalhadamente adiante.
A depressão do transtorno bipolar é igual a depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente bipolar.
O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos, na verdade, na maioria das vezes esses sintomas não aparecem. Os transtornos afetivos não estão com sua classificação terminada. Provavelmente nos próximos anos surgirão novos subtipos de transtornos afetivos, melhorando a precisão dos diagnósticos. Por enquanto basta-nos compreender o que vem a ser o transtorno bipolar. Com a mudança de nome esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.
A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva, receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro. O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor que será descrito mais detalhadamente adiante.
A depressão do transtorno bipolar é igual a depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente bipolar.
Características
O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias, já com sintomas psicóticos o que muitas vezes confunde com síndromes psicóticas. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade.
O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias, já com sintomas psicóticos o que muitas vezes confunde com síndromes psicóticas. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade.
Tipos
Aceita-se a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. O tipo I é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os depressivos. As fases maníacas não precisam necessariamente ser seguidas por fases depressivas, nem as depressivas por maníacas. Na prática observa-se muito mais uma tendência dos pacientes a fazerem várias crises de um tipo e poucas do outro, há pacientes bipolares que nunca fizeram fases depressivas e há deprimidos que só tiveram uma fase maníaca enquanto as depressivas foram numerosas. O tipo II caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania com depressão.
Outros tipos foram propostos por Akiskal, mas não ganharam ampla aceitação pela comunidade psiquiátrica. Akiskal enumerou seis tipos de distúrbios bipolares.
Aceita-se a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. O tipo I é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os depressivos. As fases maníacas não precisam necessariamente ser seguidas por fases depressivas, nem as depressivas por maníacas. Na prática observa-se muito mais uma tendência dos pacientes a fazerem várias crises de um tipo e poucas do outro, há pacientes bipolares que nunca fizeram fases depressivas e há deprimidos que só tiveram uma fase maníaca enquanto as depressivas foram numerosas. O tipo II caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania com depressão.
Outros tipos foram propostos por Akiskal, mas não ganharam ampla aceitação pela comunidade psiquiátrica. Akiskal enumerou seis tipos de distúrbios bipolares.
Fase maníaca
Tipicamente leva uma a duas semanas para começar e quando não tratado pode durar meses. O estado de humor está elevado podendo isso significar uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva. Junto a essa elevação encontram-se alguns outros sintomas como elevação da auto-estima, sentimentos de grandiosidade podendo chegar a manifestação delirante de grandeza considerando-se uma pessoa especial, dotada de poderes e capacidades únicas como telepáticas por exemplo. Aumento da atividade motora apresentando grande vigor físico e apesar disso com uma diminuição da necessidade de sono. O paciente apresenta uma forte pressão para falar ininterruptamente, as idéias correm rapidamente a ponto de não concluir o que começou e ficar sempre emendando uma idéia não concluída em outra sucessivamente: a isto denominamos fuga-de-idéias.. O paciente apresenta uma elevação da percepção de estímulos externos levando-o a distrair-se constantemente com pequenos ou insignificantes acontecimentos alheios à conversa em andamento. Aumento do interesse e da atividade sexual. Perda da consciência a respeito de sua própria condição patológica, tornando-se uma pessoa socialmente inconveniente ou insuportável. Envolvimento em atividades potencialmente perigosas sem manifestar preocupação com isso. Podem surgir sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia o que não significa uma mudança de diagnóstico, mas mostra um quadro mais grave quando isso acontece.
Tipicamente leva uma a duas semanas para começar e quando não tratado pode durar meses. O estado de humor está elevado podendo isso significar uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva. Junto a essa elevação encontram-se alguns outros sintomas como elevação da auto-estima, sentimentos de grandiosidade podendo chegar a manifestação delirante de grandeza considerando-se uma pessoa especial, dotada de poderes e capacidades únicas como telepáticas por exemplo. Aumento da atividade motora apresentando grande vigor físico e apesar disso com uma diminuição da necessidade de sono. O paciente apresenta uma forte pressão para falar ininterruptamente, as idéias correm rapidamente a ponto de não concluir o que começou e ficar sempre emendando uma idéia não concluída em outra sucessivamente: a isto denominamos fuga-de-idéias.. O paciente apresenta uma elevação da percepção de estímulos externos levando-o a distrair-se constantemente com pequenos ou insignificantes acontecimentos alheios à conversa em andamento. Aumento do interesse e da atividade sexual. Perda da consciência a respeito de sua própria condição patológica, tornando-se uma pessoa socialmente inconveniente ou insuportável. Envolvimento em atividades potencialmente perigosas sem manifestar preocupação com isso. Podem surgir sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia o que não significa uma mudança de diagnóstico, mas mostra um quadro mais grave quando isso acontece.
Fase depressiva
É de certa forma o oposto da fase maníaca, o humor está depressivo, a auto-estima em baixa com sentimentos de inferioridade, a capacidade física esta comprometida, pois a sensação de cansaço é constante. As idéias fluem com lentidão e dificuldade, a atenção é difícil de ser mantida e o interesse pelas coisas em geral é perdido bem como o prazer na realização daquilo que antes era agradável. Nessa fase o sono também está diminuído, mas ao contrário da fase maníaca, não é um sono que satisfaça ou descanse, uma vez que o paciente acorda indisposto. Quando não tratada a fase maníaca pode durar meses também.
É de certa forma o oposto da fase maníaca, o humor está depressivo, a auto-estima em baixa com sentimentos de inferioridade, a capacidade física esta comprometida, pois a sensação de cansaço é constante. As idéias fluem com lentidão e dificuldade, a atenção é difícil de ser mantida e o interesse pelas coisas em geral é perdido bem como o prazer na realização daquilo que antes era agradável. Nessa fase o sono também está diminuído, mas ao contrário da fase maníaca, não é um sono que satisfaça ou descanse, uma vez que o paciente acorda indisposto. Quando não tratada a fase maníaca pode durar meses também.
Exemplo de como um paciente
se sente
...Ele se sente bem, realmente bem..., na verdade quase invencível. Ele se sente como não tendo limites para suas capacidades e energia. Poderia até passar dias sem dormir. Ele está cheio de idéias, planos, conquistas e se sentiria muito frustrado se a incapacidade dos outros não o deixasse ir além. Ele mal consegue acabar de expressar uma idéia e já está falando de outra numa lista interminável de novos assuntos. Em alguns momentos ele se aborrece para valer, não se intimida com qualquer forma de cerceamento ou ameaça, não reconhece qualquer forma de autoridade ou posição superior a sua. Com a mesma rapidez com que se zanga, esquece o ocorrido negativo como se nunca tivesse acontecido nada. As coisas que antes não o interessava mais lhe causam agora prazer; mesmo as pessoas com quem não tinha bom relacionamento são para ele amistosas e bondosas.
...Ele se sente bem, realmente bem..., na verdade quase invencível. Ele se sente como não tendo limites para suas capacidades e energia. Poderia até passar dias sem dormir. Ele está cheio de idéias, planos, conquistas e se sentiria muito frustrado se a incapacidade dos outros não o deixasse ir além. Ele mal consegue acabar de expressar uma idéia e já está falando de outra numa lista interminável de novos assuntos. Em alguns momentos ele se aborrece para valer, não se intimida com qualquer forma de cerceamento ou ameaça, não reconhece qualquer forma de autoridade ou posição superior a sua. Com a mesma rapidez com que se zanga, esquece o ocorrido negativo como se nunca tivesse acontecido nada. As coisas que antes não o interessava mais lhe causam agora prazer; mesmo as pessoas com quem não tinha bom relacionamento são para ele amistosas e bondosas.
Sintomas (maníacos):
Sentimento de estar no topo do mundo com um alegria e bem estar inabaláveis, nem mesmo más notícias, tragédias ou acontecimentos horríveis diretamente ligados ao paciente podem abalar o estado de humor. Nessa fase o paciente literalmente ri da própria desgraça.
Sentimento de grandeza, o indivíduo imagina que é especial ou possui habilidades especiais, é capaz de considerar-se um escolhido por Deus, uma celebridade, um líder político. Inicialmente quando os sintomas ainda não se aprofundaram o paciente sente-se como se fosse ou pudesse ser uma grande personalidade; com o aprofundamento do quadro esta idéia torna-se uma convicção delirante.
Sente-se invencível, acham que nada poderá detê-las.
Hiperatividade, os pacientes nessa fase não conseguem ficar parados, sentados por mais do que alguns minutos ou relaxar.
O senso de perigo fica comprometido, e envolve-se em atividade que apresentam tanto risco para integridade física como patrimonial.
O comportamento sexual fica excessivamente desinibido e mesmo promíscuo tendo numerosos parceiros num curto espaço de tempo.
Os pensamentos correm de forma incontrolável para o próprio paciente, para quem olha de fora a grande confusão de idéias na verdade constitui-se na interrupção de temas antes de terem sido completados para iniciar outro que por sua vez também não é terminado e assim sucessivamente numa fuga de idéias.
A maneira de falar geralmente se dá em tom de voz elevado, cantar é um gesto freqüente nesses pacientes.
A necessidade de sono nessa fase é menor, com poucas horas o paciente se restabelece e fica durante todo o dia e quase toda a noite em hiperatividade.
Mesmo estando alegre, explosões de raiva podem acontecer, geralmente provocadas por algum motivo externo, mas da mesma forma como aparece se desfaz.
A fase depressiva
Na fase depressiva ocorre o posto da fase maníaca, o paciente fica com sentimentos irrealistas de tristeza, desespero e auto-estima baixa. Não se interessa pelo que costumava gostar ou ter prazer, cansa-se à-toa, tem pouca energia para suas atividades habituais, também tem dificuldade para dormir, sente falta do sono e tende a permanecer na cama por várias horas. O começo do dia (a manhã) costuma ser a pior parte do dia para os deprimidos porque eles sabem que terão um longo dia pela frente. Apresenta dificuldade em concentra-se no que faz e os pensamentos ficam inibidos, lentificados, faltam idéias ou demoram a ser compreendidas e assimiladas. Da mesma forma a memória também fica prejudicada. Os pensamentos costumam ser negativos, sempre em torno de morte ou doença. O apetite fica inibido e pode ter perda significativa de peso.
Sentimento de estar no topo do mundo com um alegria e bem estar inabaláveis, nem mesmo más notícias, tragédias ou acontecimentos horríveis diretamente ligados ao paciente podem abalar o estado de humor. Nessa fase o paciente literalmente ri da própria desgraça.
Sentimento de grandeza, o indivíduo imagina que é especial ou possui habilidades especiais, é capaz de considerar-se um escolhido por Deus, uma celebridade, um líder político. Inicialmente quando os sintomas ainda não se aprofundaram o paciente sente-se como se fosse ou pudesse ser uma grande personalidade; com o aprofundamento do quadro esta idéia torna-se uma convicção delirante.
Sente-se invencível, acham que nada poderá detê-las.
Hiperatividade, os pacientes nessa fase não conseguem ficar parados, sentados por mais do que alguns minutos ou relaxar.
O senso de perigo fica comprometido, e envolve-se em atividade que apresentam tanto risco para integridade física como patrimonial.
O comportamento sexual fica excessivamente desinibido e mesmo promíscuo tendo numerosos parceiros num curto espaço de tempo.
Os pensamentos correm de forma incontrolável para o próprio paciente, para quem olha de fora a grande confusão de idéias na verdade constitui-se na interrupção de temas antes de terem sido completados para iniciar outro que por sua vez também não é terminado e assim sucessivamente numa fuga de idéias.
A maneira de falar geralmente se dá em tom de voz elevado, cantar é um gesto freqüente nesses pacientes.
A necessidade de sono nessa fase é menor, com poucas horas o paciente se restabelece e fica durante todo o dia e quase toda a noite em hiperatividade.
Mesmo estando alegre, explosões de raiva podem acontecer, geralmente provocadas por algum motivo externo, mas da mesma forma como aparece se desfaz.
A fase depressiva
Na fase depressiva ocorre o posto da fase maníaca, o paciente fica com sentimentos irrealistas de tristeza, desespero e auto-estima baixa. Não se interessa pelo que costumava gostar ou ter prazer, cansa-se à-toa, tem pouca energia para suas atividades habituais, também tem dificuldade para dormir, sente falta do sono e tende a permanecer na cama por várias horas. O começo do dia (a manhã) costuma ser a pior parte do dia para os deprimidos porque eles sabem que terão um longo dia pela frente. Apresenta dificuldade em concentra-se no que faz e os pensamentos ficam inibidos, lentificados, faltam idéias ou demoram a ser compreendidas e assimiladas. Da mesma forma a memória também fica prejudicada. Os pensamentos costumam ser negativos, sempre em torno de morte ou doença. O apetite fica inibido e pode ter perda significativa de peso.
Generalidades
Entre uma fase e outra a pessoa pode ser normal, tendo uma vida como outra pessoa qualquer; outras pessoas podem apresentar leves sintomas entre as fases, não alcançando uma recuperação plena. Há também os pacientes, uma minoria, que não se recuperam, tornando-se incapazes de levar uma vida normal e independente.
A denominação Transtorno Afetivo Bipolar é adequada? Até certo ponto sim, mas o nome supõe que os pacientes tenham duas fases, mas nem sempre isso é observado. Há pacientes que só apresentam fases de mania, de exaltação do humor, e mesmo assim são diagnosticados como bipolares. O termo mania popularmente falando não se aplica a esse transtorno. Mania tecnicamente falando em psiquiatria significa apenas exaltação do humor, estado patológico de alegria e exaltação injustificada.
O transtorno de personalidade, especialmente o borderline pode em alguns momentos se confundir com o transtorno afetivo bipolar. Essa diferenciação é essencial porque a conduta com esses transtornos é bastante diferente.
Entre uma fase e outra a pessoa pode ser normal, tendo uma vida como outra pessoa qualquer; outras pessoas podem apresentar leves sintomas entre as fases, não alcançando uma recuperação plena. Há também os pacientes, uma minoria, que não se recuperam, tornando-se incapazes de levar uma vida normal e independente.
A denominação Transtorno Afetivo Bipolar é adequada? Até certo ponto sim, mas o nome supõe que os pacientes tenham duas fases, mas nem sempre isso é observado. Há pacientes que só apresentam fases de mania, de exaltação do humor, e mesmo assim são diagnosticados como bipolares. O termo mania popularmente falando não se aplica a esse transtorno. Mania tecnicamente falando em psiquiatria significa apenas exaltação do humor, estado patológico de alegria e exaltação injustificada.
O transtorno de personalidade, especialmente o borderline pode em alguns momentos se confundir com o transtorno afetivo bipolar. Essa diferenciação é essencial porque a conduta com esses transtornos é bastante diferente.
Qual a causa da doença?
A causa propriamente dita é desconhecida, mas há fatores que influenciam ou que precipitem seu surgimento como parentes que apresentem esse problema, traumas, incidentes ou acontecimentos fortes como mudanças, troca de emprego, fim de casamento, morte de pessoa querida.
Em aproximadamente 80 a 90% dos casos os pacientes apresentam algum parente na família com transtorno bipolar.
A causa propriamente dita é desconhecida, mas há fatores que influenciam ou que precipitem seu surgimento como parentes que apresentem esse problema, traumas, incidentes ou acontecimentos fortes como mudanças, troca de emprego, fim de casamento, morte de pessoa querida.
Em aproximadamente 80 a 90% dos casos os pacientes apresentam algum parente na família com transtorno bipolar.
Como se trata?
O lítio é a medicação de primeira escolha, mas não é necessariamente a melhor para todos os casos. Freqüentemente é necessário acrescentar os anticonvulsivantes como o tegretol, o trileptal, o depakene, o depakote, o topamax.
Nas fases mais intensas de mania pode se usar de forma temporária os antipsicóticos. Quando há sintomas psicóticos é quase obrigatório o uso de antipsicóticos. Nas depressões resistentes pode-se usar com muita cautela antidepressivos. Há pesquisadores que condenam o uso de antidepressivo para qualquer circunstância nos pacientes bipolares em fase depressiva, por causa do risco da chamada "virada maníaca", que consiste na passagem da depressão diretamente para a exaltação num curto espaço de tempo.
O tratamento com lítio ou algum anticonvulsivante deve ser definitivo, ou seja, está recomendado o uso permanente dessas medicações mesmo quando o paciente está completamente saudável, mesmo depois de anos sem ter problemas. Esta indicação se baseia no fato de que tanto o lítio como os anticonvulsivantes podem prevenir uma fase maníaca poupando assim o paciente de maiores problemas. Infelizmente o uso contínuo não garante ao paciente que ele não terá recaídas, apenas diminui as chances disso acontecer.
Pacientes hipertensos sem boa resposta ao tratamento de primeira linha podem ainda contar com o verapamil, uma medicação muito usada na cardiologia para controle da hipertensão arterial que apresenta efeito anti-maníaco. A grande desvantagem do verapamil é ser incompatível com o uso simultâneo do lítio, além da hipotensão que induz nos pacientes normotensos
O lítio é a medicação de primeira escolha, mas não é necessariamente a melhor para todos os casos. Freqüentemente é necessário acrescentar os anticonvulsivantes como o tegretol, o trileptal, o depakene, o depakote, o topamax.
Nas fases mais intensas de mania pode se usar de forma temporária os antipsicóticos. Quando há sintomas psicóticos é quase obrigatório o uso de antipsicóticos. Nas depressões resistentes pode-se usar com muita cautela antidepressivos. Há pesquisadores que condenam o uso de antidepressivo para qualquer circunstância nos pacientes bipolares em fase depressiva, por causa do risco da chamada "virada maníaca", que consiste na passagem da depressão diretamente para a exaltação num curto espaço de tempo.
O tratamento com lítio ou algum anticonvulsivante deve ser definitivo, ou seja, está recomendado o uso permanente dessas medicações mesmo quando o paciente está completamente saudável, mesmo depois de anos sem ter problemas. Esta indicação se baseia no fato de que tanto o lítio como os anticonvulsivantes podem prevenir uma fase maníaca poupando assim o paciente de maiores problemas. Infelizmente o uso contínuo não garante ao paciente que ele não terá recaídas, apenas diminui as chances disso acontecer.
Pacientes hipertensos sem boa resposta ao tratamento de primeira linha podem ainda contar com o verapamil, uma medicação muito usada na cardiologia para controle da hipertensão arterial que apresenta efeito anti-maníaco. A grande desvantagem do verapamil é ser incompatível com o uso simultâneo do lítio, além da hipotensão que induz nos pacientes normotensos
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